O controlo que proponho é desenhado para Donos de Obra e patrocinadores: prazos, custos e prontidão sustentados por evidência, fecho de interfaces e gestão ativa de constrangimentos. Não é “mais reporting”. É menos confiança falsa.
O clássico “dashboard melancia”: indicadores verdes a esconder pré-requisitos por fechar, interfaces bloqueadas, atrasos a caminho do caminho crítico e fragilidade de previsão. O controlo mede robustez — não conforto.
Ver progresso é útil, mas insuficiente. Controlo exige causalidade (por que razão o plano se cumpre), limites explícitos (o que o quebra) e ações (o que reduz risco real).
Top-10 riscos e pontuações qualitativas falham quando o problema real é interação e cascata. Em acoplamento, a falha nasce nas interfaces — não em eventos isolados.
O que está realmente a produzir avanço? Onde o fluxo bloqueia? O que é falso progresso? A pergunta é “o que muda o resultado” — não “o que é fácil reportar”.
Previsões em intervalos com condições de rutura explícitas: se X não fechar até Y, a data não se sustenta. Isto reduz surpresas e protege a credibilidade do Dono de Obra.
O controlo sério trata interfaces como ativos: quem deve entregar o quê, em que ordem, com que evidência, e o que fica bloqueado até isso acontecer.
O que é verdade, o que é frágil, o que está bloqueado, e quais decisões estão expostas — agora. Sem “enchimento” e sem linguagem de conforto.
Uma leitura explícita do que sustenta (ou não sustenta) a previsão: assunções, dependências críticas, pontos de rutura e mitigação real.
O que bloqueia o fluxo, quem remove o bloqueio, e o que desbloqueia quando isso acontece — com responsabilidades claras e verificação.